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Volkswagen supera marca de 60 mil veículos exportados neste ano

Ygor Monroe

A Volkswagen do Brasil alcançou a marca de 60 mil veículos exportados em 2026, ampliando a presença da produção nacional em mercados internacionais. O resultado foi atingido em agosto, enquanto os dados consolidados entre janeiro e julho mostram crescimento em destinos importantes da América Latina, como México, Colômbia e Uruguai.

O Tera ocupa a liderança entre os modelos mais exportados pela operação brasileira da montadora neste ano. Entre janeiro e julho, 21.404 unidades do SUV deixaram o Brasil com destino a outros países, resultado que coloca o modelo à frente de Saveiro, Polo, T-Cross e Nivus.

Produzido no Brasil, o Tera foi enviado para 17 mercados da América Latina durante o período. A lista inclui Argentina, México, Chile, Colômbia, Uruguai, Peru, Equador, Paraguai, Guatemala, Bolívia, Panamá, República Dominicana, El Salvador, Costa Rica, Honduras, Curaçao e St. Maarten.

O desempenho internacional acompanha o avanço do SUV também no mercado brasileiro. Até 16 de agosto, 54.446 unidades do Tera haviam sido comercializadas no País em 2026, colocando o veículo na segunda posição entre os SUVs mais vendidos no mercado nacional, segundo os dados apresentados pela Volkswagen.

O primeiro lugar permanece com outro modelo da empresa. O T-Cross contabilizou 57.642 unidades comercializadas no Brasil entre janeiro e 16 de agosto e segue na liderança do segmento de SUVs, posição que, de acordo com a montadora, mantém desde 2023.

Nas exportações, a segunda posição pertence à Saveiro, com 13.535 unidades enviadas a 15 mercados latino-americanos entre janeiro e julho. A picape é atualmente o modelo há mais tempo em produção pela Volkswagen no Brasil, acumulando quase 44 anos de trajetória.

O ranking dos cinco veículos mais exportados pela Volkswagen do Brasil no período é completado pelo Polo, com 9.541 unidades, T-Cross, com 8.434, e Nivus, com 6.348 veículos embarcados.

Entre os destinos, a Argentina aparece como o principal mercado internacional para os veículos produzidos pela Volkswagen do Brasil em 2026. Foram 18.945 unidades enviadas ao país entre janeiro e julho.

O México aparece logo depois, com 18.523 veículos, seguido por Colômbia, com 8.500 unidades, Chile, com 3.490, e Uruguai, com 2.854.

Além do volume total, a montadora registrou crescimento das exportações para alguns desses mercados na comparação com o mesmo período anterior. Os embarques destinados ao México avançaram 15%, enquanto a Colômbia apresentou crescimento de 26%. No Uruguai, a alta chegou a 30%.

Segundo Hendrik Muth, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen para a Região SAM, que compreende a América do Sul, o resultado está relacionado à participação da operação brasileira na estratégia internacional da companhia.

“Alcançar 60.000 unidades exportadas neste ano, em um cenário altamente desafiador, demonstra a competitividade da Volkswagen do Brasil e a confiança dos mercados internacionais em nossos produtos”, afirmou.

O executivo também destacou o desempenho do Tera dentro da operação. Segundo Muth, a liderança alcançada pelo SUV entre os veículos exportados demonstra a capacidade da engenharia e da produção brasileira de atender diferentes mercados.

“O desempenho extraordinário do SUV Tera, que já se consolidou como o modelo mais exportado da marca neste ano, reforça a alta capacidade da engenharia e da manufatura brasileiras para desenvolver e produzir veículos alinhados às necessidades dos clientes dentro e fora do País”, acrescentou.

Atualmente, a Volkswagen do Brasil exporta veículos para 25 mercados internacionais, distribuídos entre América Latina e África. São 19 destinos latino-americanos e seis africanos atendidos pela operação brasileira.

Na América Latina, os veículos chegam a Argentina, Aruba, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, St. Maarten, Uruguai e Venezuela.

Na África, a operação brasileira atende Ruanda, Gana, Costa do Marfim, Senegal, Madagascar e Camarões.

Para Anderson Ramos, diretor de Logística da Volkswagen Região SAM, chegar às 60 mil unidades também está relacionado à capacidade de conectar as fábricas brasileiras aos diferentes mercados atendidos pela empresa.

“O resultado de 60.000 unidades exportadas em 2026 evidencia nossa capacidade de atender 25 mercados na América Latina e África, com diferentes necessidades, assegurando eficiência, velocidade, confiabilidade e alto nível de serviço em toda a cadeia”, afirmou Ramos.

O executivo acrescentou que o processo envolve uma operação integrada entre as equipes brasileiras da Volkswagen, parceiros logísticos e importadores nos países de destino.

Historicamente, a Volkswagen figura entre as principais exportadoras do setor automotivo brasileiro. Desde o início de suas exportações, em 1970, a companhia informa ter embarcado mais de 4,4 milhões de veículos produzidos no Brasil para 147 mercados.

O desempenho das exportações ocorre em um momento de crescimento da Volkswagen na América do Sul. A região registrou 332.268 veículos da marca emplacados entre janeiro e julho de 2026, avanço de 7,8% sobre as 308.330 unidades contabilizadas no mesmo intervalo de 2025.

Com esse resultado, a América do Sul aparece como a região com maior crescimento em volume de vendas da Volkswagen no mundo, considerando a divisão geográfica utilizada pela própria companhia.

A participação de mercado da marca na região chegou a 12,2% entre janeiro e julho. O índice representa o segundo maior market share regional da Volkswagen globalmente, atrás somente da Alemanha, tratada individualmente como uma região dentro da estratégia comercial da companhia, onde a participação chegou a 15,2% no período.

Com o avanço das vendas regionais e a marca de 60 mil veículos exportados em 2026, a operação brasileira mantém o Tera como seu principal produto destinado ao exterior neste ano, enquanto Argentina e México concentram os maiores volumes dos veículos embarcados pelo País.

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Redação
Ygor Monroe
Jornalista e crítico musical. Escreve sobre rock há mais de uma década.
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