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Showing Teeth lança EP de estreia e se firma como um dos nomes mais promissores do metal pesado atual

Chris Wescley

“A Fate Worse Than Loneliness” reúne sete faixas e apresenta oficialmente o universo criado por Addison, que chamou atenção com covers gravados dentro do carro antes mesmo de lançar músicas próprias.

Showing Teeth lança EP de estreia A Fate Worse Than Loneliness

O Showing Teeth lançou no dia 4 de setembro seu primeiro EP, “A Fate Worse Than Loneliness”, pela Republic Records e Spinefarm. São sete faixas que funcionam como a primeira apresentação completa do projeto criado por Addison, artista de Nashville que cresceu rápido dentro da nova geração da música pesada.

A trajetória chama atenção justamente porque aconteceu fora do caminho mais tradicional. Antes de ter um EP, uma discografia extensa ou uma banda consolidada, Addison já vinha formando público com vídeos em que fazia covers de nomes como Whitechapel e Underoath, muitas vezes gravados dentro do próprio carro.

E vale um detalhe importante: Showing Teeth não é exatamente uma banda tradicional. Addison já deixou claro que ela própria é o Showing Teeth. Nos shows, ela é acompanhada por Ben Solomon na guitarra, Jacob Umansky no baixo e Justin Wooman na bateria, mas o projeto, a direção criativa e o universo musical partem dela.

Do carro para shows com Bring Me The Horizon

A velocidade dessa ascensão é uma das partes mais interessantes da história.

Com apenas duas músicas oficialmente lançadas, Showing Teeth já havia sido escolhido para abrir os shows especiais do Bring Me The Horizon celebrando “Count Your Blessings” em Manchester. Pouco depois, Addison também realizou sua primeira apresentação como atração principal na Europa.

Tudo isso antes mesmo de “A Fate Worse Than Loneliness” chegar por completo.

O primeiro single original, “Labyrinth”, saiu ainda em 2025. Depois vieram faixas como “Rip” e “Bad Exchanges”, deixando claro que Showing Teeth passaria por metalcore, metal progressivo e momentos próximos do deathcore sem ficar preso a uma fórmula única.

“Rip” já havia ultrapassado 1 milhão de streams antes do lançamento do EP, enquanto “Bad Exchanges” também ganhou destaque dentro da imprensa especializada.

“A Fate Worse Than Loneliness” tem sete músicas

Com pouco menos de 20 minutos, o EP é direto e compacto, mas já mostra diferentes lados de Showing Teeth:

  1. Bad Exchanges
  2. Labyrinth
  3. Make It Out
  4. Rip
  5. Shallow Grave
  6. A&Ox1
  7. Paradigm

“Bad Exchanges” aposta mais no caos e na agressividade, enquanto “Make It Out”, escolhida como novo single no lançamento do EP, mistura riffs quebrados, guitarras abafadas e teclados com passagens mais melódicas. A faixa também ganhou videoclipe oficial.

As últimas músicas do trabalho ampliam ainda mais essa proposta. “A&Ox1” funciona quase como um interlúdio, com cerca de 70 segundos, e traz a voz da avó de Addison. Já “Paradigm” começa em um terreno mais atmosférico antes de voltar para um lado bem mais agressivo.

Metalcore sem obrigação de seguir fórmula

Mesmo aparecendo frequentemente ligada ao metalcore, Addison não trata o gênero como uma regra.

Ela explicou à Kerrang! que Showing Teeth não foi criado a partir da ideia de pertencer a um estilo específico. O ponto de partida é a emoção da música, e o peso entra quando faz sentido para aquela composição.

Isso aparece bem no EP.

Tem blast beat, breakdown, vocal extremo e guitarra pesada, mas também há sintetizadores, passagens delicadas, atmosferas mais abertas e bastante espaço para vocais limpos.

É justamente esse tipo de liberdade que aproxima Showing Teeth de uma geração que vem expandindo as fronteiras do metalcore, na mesma época em que nomes como Spiritbox, Bad Omens e Bring Me The Horizon também deixaram de tratar peso, pop e eletrônico como universos separados.

Matt Halpern teve papel importante no projeto

Outro nome importante nessa história é Matt Halpern, baterista do Periphery.

Segundo Addison, foi Halpern quem ajudou inicialmente a fazer a ponte entre ela e o produtor Dan Book. A partir daí, Matt acabou se tornando uma espécie de mentor e passou a participar também das sessões de composição.

A colaboração cresceu de forma natural. Ele ouviu demos, se ofereceu para gravar bateria e acabou entrando em diferentes sessões criativas do projeto.

Os créditos de “A Fate Worse Than Loneliness” ainda trazem nomes como Dan Book, Zach Munowitz e Zakk Cervini, além de Matt Halpern entre os compositores das sete faixas.

O título fala sobre escolher a solidão

O nome “A Fate Worse Than Loneliness”, que pode ser traduzido como “Um destino pior que a solidão”, resume uma das ideias centrais do trabalho.

O título nasceu de uma frase presente em “Shallow Grave”. Addison explicou que a música fala sobre relações pessoais que podem ser muito piores do que simplesmente estar sozinho.

Ela contou que passou por um período em que se sentiu pressionada a não ficar sozinha e acabou entrando em situações das quais realmente não queria fazer parte.

Por isso, parte do conceito do EP gira justamente em torno dessa inversão: talvez a solidão não seja o pior cenário. Às vezes, tentar evitá-la a qualquer custo pode levar a algo muito mais destrutivo.

Showing Teeth já está na estrada com PRESIDENT

O lançamento do EP também coincidiu com uma nova fase nos palcos.

Showing Teeth está acompanhando o PRESIDENT durante a turnê norte-americana da banda, que começou em 4 de setembro e segue até outubro. A agenda inclui ainda participações em festivais como Louder Than Life e Shaky Knees.

É um crescimento incomum para um projeto que há menos de um ano ainda estava construindo sua primeira sequência de singles.

“A Fate Worse Than Loneliness” acaba funcionando como a primeira chance de enxergar Showing Teeth além dos vídeos virais e das músicas isoladas.

E o que aparece aqui é um projeto que não parece interessado apenas em encontrar espaço dentro do metalcore. Addison está claramente tentando construir uma identidade própria dentro da nova geração do metal pesado.

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Redação
Chris Wescley
Criador de conteúdo e um dos responsáveis pela Todo Dia um Rock, portal e comunidade dedicados ao rock, metal e entretenimento. Apaixonado por música, acompanha de perto lançamentos, shows, festivais e os principais acontecimentos da cena, transformando informação em conteúdo direto, acessível e feito para quem vive o rock todos os dias.
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