A Heineken apresentou novos dados sobre o impacto das recomendações automatizadas no consumo musical no Brasil. O levantamento, intitulado “Reset da Mesmice” e desenvolvido em parceria com a Box1824, analisa como os algoritmos vêm influenciando a forma como o público descobre músicas e constrói suas preferências.

De acordo com o estudo, 60,9% dos brasileiros utilizam algoritmos como principal ferramenta de descoberta musical, com destaque para plataformas como Spotify, YouTube e TikTok. Em paralelo, 49,2% afirmam não conseguir mais distinguir o que faz parte do gosto pessoal do que foi sugerido por essas plataformas, indicando um cenário de influência direta na formação de preferências.
O levantamento também aponta impactos na percepção de identidade cultural. Cerca de 25% dos entrevistados consideram que seus gostos estão se tornando mais genéricos, enquanto 70% relatam dificuldade em explorar novas músicas sem algum tipo de direcionamento automatizado. Os dados reforçam uma dinâmica em que a praticidade oferecida pelos algoritmos convive com a limitação de repertório.
A análise da Box1824 destaca que a repetição de padrões nas recomendações tende a reduzir o espaço para descobertas espontâneas, influenciando diretamente a construção do gosto musical. Nesse contexto, o consumo passa a ser mais orientado por sugestões pré-formatadas do que por busca ativa.
Apesar desse cenário, a experiência ao vivo segue com forte relevância. Para 46,5% dos participantes, shows oferecem uma conexão e energia que não são reproduzidas no ambiente digital. Além disso, 25% veem nos festivais uma oportunidade de descobrir músicas fora da lógica algorítmica, ampliando o contato com novos artistas e repertórios.
Esse comportamento também aparece como resposta ao modelo atual. Segundo o estudo, 31,1% dos brasileiros têm como meta reduzir a dependência de recomendações automatizadas no próximo ano, indicando uma busca por maior autonomia no consumo cultural.
A iniciativa integra a campanha “Algoritmo”, por meio da qual a Heineken amplia sua atuação em discussões ligadas ao comportamento contemporâneo, com foco na relação entre tecnologia, consumo e experiências culturais. O estudo reforça uma mudança em curso na forma como o público se relaciona com a música, equilibrando conveniência digital e interesse por descobertas mais orgânicas.
