A Heineken divulgou novos dados sobre o comportamento do consumidor brasileiro diante de recomendações automatizadas. O estudo “Reset da Mesmice”, desenvolvido em parceria com a Box1824, aponta para um crescimento na busca por escolhas mais individuais em meio à influência dos algoritmos.

De acordo com o levantamento, 38,7% dos brasileiros afirmam querer retomar preferências próprias, mesmo que essas escolhas não sejam amplamente compartilhadas. Em paralelo, 25% dos entrevistados percebem seus gostos como mais genéricos, sinalizando um efeito de padronização associado ao consumo mediado por tecnologia.
A pesquisa indica que 37,7% dos participantes enxergam a experiência atual como repetitiva, comparável a um ciclo contínuo de recomendações semelhantes. Nesse contexto, 23,4% apontam a perda do fator surpresa como um dos impactos mais relevantes, reforçando a percepção de previsibilidade nas sugestões automatizadas.
O levantamento também mostra um movimento de revisão desse modelo. Entre os entrevistados, 48,9% esperam reduzir a dependência de algoritmos nos próximos anos, enquanto 31,1% já tratam essa mudança como prioridade de bem-estar. Os dados evidenciam uma tentativa de reequilibrar o consumo digital com decisões mais independentes.
A análise da Box1824 indica que a lógica de recomendações, ao priorizar padrões de comportamento, tende a limitar o contato com novidades fora desse recorte. Isso afeta diretamente a construção de repertório e a forma como os indivíduos se relacionam com suas próprias escolhas.
Segundo a Heineken, o estudo integra a campanha “Algoritmo” e amplia o debate sobre o papel da tecnologia no cotidiano. A iniciativa acompanha transformações no consumo cultural e no comportamento social, com foco na forma como as pessoas definem preferências, interagem e tomam decisões em ambientes cada vez mais mediados por sistemas digitais.
