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Do metal ao K-pop, Trident acompanha os ritmos do Rock in Rio 2026

Ygor Monroe

A Trident encerrou sua participação no Rock in Rio 2026 apostando em uma ativação que acompanhou as diferentes identidades musicais dos sete dias de festival. Instalada na Cidade do Rock, a marca levou ao público uma experiência que reuniu música, cultura ballroom, distribuição de brindes e atividades pensadas para diferentes formas de interação com o espaço.

Do metal ao K-pop, Trident acompanha os ritmos do Rock in Rio 2026
Do metal ao K-pop, Trident acompanha os ritmos do Rock in Rio 2026

A presença no festival também deu continuidade a uma relação que, segundo Ana Carolina dos Santos, analista de Marketing de Trident na Mondelēz Brasil, começou há mais de uma década. Em entrevista ao Todo Dia Um Rock durante o Rock in Rio, a profissional explicou que a música está entre os principais territórios trabalhados pela marca desde 2011, ao lado do universo dos games.

Um dos dados utilizados para orientar a estratégia veio de uma pesquisa apresentada pela própria Trident. De acordo com a marca, 41% das pessoas que frequentam festivais de música levam chiclete como o segundo item da bolsa, aparecendo à frente de produtos como carregador de celular e protetor solar.

“Por que a gente está aqui? Porque a gente já faz parte da rotina da pessoa que está aqui. E aí a gente vem para o festival tentar trazer, de fato, uma experiência ainda maior”, explicou Ana Carolina ao Todo Dia Um Rock.

Essa relação com o público foi transportada para o estande a partir do conceito “Que se Masque”, atual assinatura da Trident. A proposta trabalha ideias como liberdade, autenticidade e a possibilidade de aproveitar diferentes situações sem a pressão de seguir uma única maneira de vivê-las.

Na prática, a dinâmica começava já na chegada ao espaço. O público podia escolher entre participar das atividades, conhecer o estande ou passar por uma experiência mais rápida para receber um produto da marca. A ideia, segundo Ana Carolina, era permitir diferentes níveis de interação e, ao mesmo tempo, alcançar o maior número possível de pessoas durante o festival.

A música ocupou uma parte central dessa estratégia. Em vez de manter a mesma seleção durante os sete dias, a programação sonora mudou de acordo com o perfil de cada line-up do Rock in Rio 2026. A DJ Mari Baxur ficou responsável pelos intervalos da Trident Ballroom Experience e preparou diferentes sets para acompanhar as transformações do público ao longo do evento.

No dia marcado pelo metal, passaram pela seleção nomes como Avenged Sevenfold, Bring Me The Horizon, Bad Omens, Poppy e Machine Gun Kelly, além de encontros com a música eletrônica. Em outra programação voltada ao rock, Foo Fighters e Rise Against dividiram espaço com Cat Dealers, Di Ferrero, Biquini e Paulinho Moska.

A passagem de Elton John pelo festival também influenciou diretamente a curadoria. Madonna e Phil Collins estiveram entre os nomes escolhidos para aquele dia, que Mari Baxur apontou como um dos momentos de maior resposta do público no estande.

“Foram sete dias de evento, então é bem diferente de preparar um set para um dia só como convidada. Pensamos em algo que fizesse sentido de acordo com os artistas que iriam se apresentar naquele dia. Por exemplo, o show do Elton John foi o que mais bombou. O pessoal cantou em coro, com muita emoção”, contou a DJ.

O desafio mudou completamente com a chegada do K-pop à programação do Palco Mundo. Stray Kids e Hwasa entraram na seleção do espaço, ao lado de artistas como Jamiroquai, Alok, Luedji Luna e PJ Morton. Para Baxur, a experiência também significou entrar em um repertório que ainda não fazia parte de sua rotina profissional.

“Outro dia muito interessante foi o do K-pop, que foi muito desafiador para mim. Eu nunca tinha tocado K-pop como DJ e foi muito legal. Todo mundo se divertiu horrores”, afirmou.

Essa mistura continuou nos demais dias. Maroon 5 e Demi Lovato apareceram ao lado de Criolo, João Gomes, Daniela Mercury, J Balvin, Pedro Sampaio, Olodum e Timbalada, enquanto outros momentos reuniram nomes como Meduza, Sofi Tukker, Black Eyed Peas, Nelly, Barão Vermelho e Calema.

A Trident Ballroom Experience, comandada por Ursula Zion, acrescentou outra camada musical ao espaço ao levar referências da cultura ballroom para dentro do festival. Além de músicas associadas à cena internacional, a seleção incorporou produções brasileiras de nomes como R2POT, Bout, Evehive, Zaila, Biel Lima, Llorón e Félix Pimenta.

“Durante as intervenções, eu tocava músicas clássicas da comunidade ballroom, mas também toquei muitas músicas que são de produtores musicais da ballroom brasileira”, explicou Ursula. Segundo ela, a seleção reuniu artistas de diferentes regiões do país, ampliando a presença da produção nacional ligada à cultura ballroom dentro da experiência.

Além da programação musical, os brindes se transformaram em outro ponto de procura do estande durante o Rock in Rio. Entre os itens distribuídos estavam leques e shoulder bags, incluindo uma versão especial disponibilizada durante o segundo fim de semana.

Em conversa com o Todo Dia Um Rock, Ana Carolina explicou que a definição dos produtos partiu principalmente da utilidade que eles poderiam ter dentro do próprio festival. A bolsa permitia carregar chicletes e outros objetos pessoais durante o dia, enquanto o leque respondia diretamente às altas temperaturas do Rio de Janeiro e também funcionava como elemento de expressão dentro do espaço.

“O nosso objetivo foi tentar ser prático e ser útil para o consumidor. A bag para você conseguir carregar seu Trident e seus itens essenciais. E o leque porque o Rio de Janeiro é um calor e a gente sabe que o leque está super em ascensão. É uma forma de você conseguir se expressar”, afirmou.

Ao longo dos sete dias, a proposta permitiu que o mesmo estande mudasse junto com o próprio Rock in Rio. Do metal ao K-pop, passando por rock, pop, eletrônico, axé, rap, piseiro e música latina, a Trident utilizou a programação do festival como ponto de partida para adaptar a experiência ao público presente em cada data.

Para Ana Carolina, essa variedade estava diretamente ligada à maneira como a marca decidiu trabalhar sua presença na Cidade do Rock. “A música é o coração do Rock in Rio e também um dos principais territórios de Trident. Por isso, nós entendemos que ela não poderia ser apenas uma trilha de fundo da nossa presença no festival, precisava ser igualmente protagonista.”

A participação terminou, assim, com uma ativação construída para funcionar de maneiras diferentes ao longo do festival. Entre a Ballroom Experience, a curadoria musical adaptada a cada line-up e os brindes que circularam pela Cidade do Rock, a Trident encerrou o Rock in Rio 2026 usando a diversidade musical do próprio evento como elemento central de sua presença.

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Redação
Ygor Monroe
Jornalista e crítico musical. Escreve sobre rock há mais de uma década.
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