Arejay Hale explica por que o Halestorm não usa backing tracks: “Somos analfabetos tecnológicos”

Arejay Hale halestorm backing tracks

O baterista dos Halestorm, Arejay Hale, revelou recentemente por que a banda continua a ser uma das poucas no circuito das grandes arenas a atuar de forma totalmente orgânica, sem o auxílio de faixas pré-gravadas (backing tracks) ou metrónomos (clicks). Em entrevista ao site chileno PowerOfMetal.cl, Arejay explicou que a decisão mistura orgulho artístico e uma assumida falta de habilidade técnica com tecnologia.

O desafio do som “cru”

Ao contrário de muitos grupos modernos que utilizam sistemas de reprodução para preencher o som ou garantir que nada falha, os Halestorm preferem a abordagem “crua”. Segundo Arejay, isto torna o trabalho muito mais exigente.

“É um desafio maior. Requer muito mais treino, prática e audição. Para mim, exige muito mais foco na execução, na consistência e nos tempos”, afirmou o baterista. Ele ressaltou que, sem um metrónomo a ditar o ritmo, a banda tem a liberdade de ajustar o tempo das canções de acordo com a energia do público, deixando a música “respirar”.

“Analfabetos tecnológicos”

Com uma boa dose de humor, Arejay confessou que a tecnologia não é o forte da banda. “Somos tão analfabetos tecnológicos que tudo correria mal todas as noites”, brincou. Ele acredita que, se tentassem implementar sistemas complexos de playback, a probabilidade de um erro técnico arruinar o espetáculo seria enorme, por isso preferem confiar apenas nos seus instrumentos e vozes.

Apesar da escolha da sua banda principal, o baterista esclareceu que não é contra o uso de tecnologia: “Não sou anti-tracks. Tenho outro projeto, os KEMIKALFIRE, onde usamos playback. Acho que é ótimo se quiseres expressar a tua arte dessa forma.”

A filosofia de Lzzy Hale

Esta postura é partilhada pela sua irmã e vocalista, Lzzy Hale, que anteriormente já tinha afirmado preferir um som “imperfeito” do que correr o risco de ser apanhada a fazer mímica. Para os Halestorm, o perigo de algo correr mal em palco faz parte da magia e obriga-os a serem melhores músicos, já que não têm uma rede de segurança digital para os salvar caso o “comboio descarrile”.

Facebook

Posts Relacionados